Almoço bósnio

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O almoço do domingo em Banja Luka foi em família. Um momento muito gostoso na casa do nosso novo amigo Tibor, um cara fantástico, que nos mostrou a cidade e, entusiasmado, contou muitas histórias sobre o seu país.

A começar por sua família. Os avós, pais de sua mãe, Ankica, uma simpatia em pessoa, que preparou a delícia do nosso domingo, se conheceram no meio da II Guerra Mundial. Ele, um tenente do exército Partisan, lutando contra os nazistas. Ela, uma alemã no meio do exército do Eixo. História de filme.

Bom, à parte desse maravilhosos roteiro, provamos do Bosanski Lonac, prato típico da Bósnia, muito simples de preparar.

Em uma panela grande, coloque vários tipos de legumes (tomate, cenoura, batata, couve-flor, vagem, pepino, abobrinha, berinjela, cebola, milho, brócolis, pimentão, nabo, alho, brócolis, entre outros), com pedaços de carne de porco, boi e cordeiro (pode ser de costela, lombo, lagarto). Com mais ou menos 1 litro ou mais de água – o suficiente para tudo ficar mergulhado – e mais um copo de vinho branco, adicione sal, pimenta negra e outros temperos que quiser, e deixe fervendo, em fogo baixo, por mais ou menos 6 horas.

O resultado é uma delícia de domingo, ao lado de nosso amigo, de sua mãe e do simpático Teddy, o lindo gato de olhos laranjas que recebeu carinhos destes forasteiros. Inesquecível!

Cévapi

                     

Se você visita Sarajevo, você vai provar do Cévapi. Se não experimentar, você não passou por aqui! Quando formos lembrar do sabor da cidade, vamos recordar do prato. É o arroz com feijão, a refeição do dia-a-dia para os habitantes daqui. Do mais simples trabalhador ao mais rico empresário, todos comem Cévapi.

A iguaria é irresistível. Pequenas linguiças de carne de cordeiro e de boi, dentro de um pão sírio grosso, o Somun, trazido para a região pelos otomanos. Ao lado, uma porção de cebola fresca picada e, por último, mas não menos importante (muito pelo contrário!), o Kajmak. Difícil descrever o delicioso sabor do queijo, uma espécie de manteiga com consistência de patê. Delicioso!

O resultado: vício!

Difícil passar um dia em Sarajevo sem saborear o Cévapi. O melhor lugar para comer é o restaurante Zeljo, que fica na Old Town. É tão bom que abriram uma filial logo em frente. E os garçons são uma simpatia!

Sarajevo=Cévapi.

Comer e beber em Mostar

                             

Dessa vez, o pedido veio de um peso-pesado. Ricardo Kotscho, um dos maiores repórteres da história do Brasil, com quem tive a honra de trabalhar na Brasileiros, disse, por e-mail: “fale mais das comidas e bebidas, que são ótimas na região”.

Na segunda-feira (5), Kotscho foi mais do que generoso: postou sobre o balcânicas em seu renomado blog, o Balaio do Kotscho, no portal R7. Se você não leu, clique aqui! Agradecemos muito a divulgação, caro amigo Kotscho.

Para atender a ilustre pedido, logo quando chegamos em Mostar, provamos dos pratos locais e da cerveja da cidade, a Mostarsko. Como a maioria das loiras da região, tem 5% de álcool e um gosto mais amargo do que as brasileiras. Muito boa! Custa cerca de 3 KM (1,5 euro).

Sobre a comida, provamos o Hadzijski Cevap. Uma suculenta vitela em pequenos pedaços, preparada com pimentões e cogumelos, servida com arroz. Muito parecida com a nossa tradicional carne de panela, mas com tempero característico.

Como todas as comidas da região, o pão, servido à parte, tem papel fundamental para que se aproveite todo o molho. Delicioso! O prato custou pouco mais de 12 KM (6 euros).

Bom apetite!

Comer, comer…

A pedidos, o post de hoje vai falar um pouco do que se come nas ruas de Belgrado, enquanto sorve-se uma gelada Jelen. Em nossa efêmera passagem por Sarajevo, já havíamos provado (e aprovado!) o Cévapi. O prato é simples: em um pão redondo, parecido com o sírio, mas mais grosso, várias linguiças de carne de boi, acompanhadas de cebola picada e um queijo branco, algo que nunca tinha provado. Parece um queijo de cabra, mas tem uma consistência de patê. É delicioso!

Na capital sérvia, pouco muda. O pão é o mesmo, mas a carne é de porco (bem picante, por isso a Jelen é indispensável!) e há outras opções e outros acompanhamentos (alface, repolho picado, diversos molhos, pimenta e outros condimentos). O Pljeskavica parece um hamburgão. Já o Kobasica é um aglomerado de linguiças bem temperadas, mas diferentes das do Cévapi (são semelhantes às encontradas em bons empórios no Brasil, com pimenta de fazer chorar!).

As outras opções são o Belo Meso, com um bife grelhado de frango (bem mais leve em comparação aos outros), e o Vesalica, uma tira de porco que lembra os bons lombos servidos em algumas ceias de Natal no Brasil.

Certamente, vamos aproveitar muito da culinária balcânica! Ah, os preços das iguarias variam de 2 a 4 euros (o dinar é a moeda local. 1 euro=100 dinars).

Agradeço ao simpaticíssimo Stanko, do albergue aqui de Belgrado, que explicou, um por um, os pratos típicos de sua terra. Em breve, vamos dedicar um post ao nosso amigo, fã do Djokovic, do Estrela Vermelha, de uma boa cerveja e de uma boa conversa, qualquer seja o tema (em poucos dias, já falamos sobre história, política, esportes, mulheres, ou seja, aquelas coisas que os homens falam na mesa do bar!).