Skopje

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Com cerca de 500 mil habitantes, Skopje é uma cidade organizada e agradável. Em certos aspectos, parece uma pequena Belgrado. No centro, a Old Town (ou Cidade Velha, como pediu um leitor do Balcânicas, com razão!) lembra a de Sarajevo, só que menos charmosa.

A cidade tem uma história antiga. Os primeiros relatos datam de 4 mil anos A.C.! Depois, fez parte do Império Romano e, em seguida, do Bizantino. Passou, ainda, pelas mãos dos turcos e dos sérvios. Assim como toda a Macedônia, Skojpe fez parte da Iugoslávia, sob o comando de Tito. Era uma das seis repúblicas comandadas pelo Marechal.

Em 1991, o país declarou independência sem maiores traumas. A Macedônia não teve envolvimento na guerra civil que devastou a ex-Iugoslávia.

No entanto, a Guerra do Kosovo teve certo reflexo no país, já que mais de 300 mil refugiados albaneses rumaram para a região. Entre março e junho de 2001, insurgentes albaneses e forças do governo da Macedônia travaram batalhas no norte e oeste do país. No final, o governo reconheceu certas partes do território à uma minoria albanesa.

Hoje, mais de 60% da população é composta por macedônios e cerca de 30% são albaneses. A Igreja Ortodoxa Cristã tem o domínio religioso (64% de fiéis), enquanto 33% do total é muçulmano.

Skopje é uma cidade pacífica e está se desenvolvendo de olho no futuro.

Kosova, Kosovo

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Resumir a história de Kosovo em um post é impossível. De cara, tem-se a questão sobre a independência do país. Para a ONU, é um território livre da Sérvia desde fevereiro de 2008. Dentro do Conselho de Segurança, EUA, Inglaterra e França concordam, mas China e Rússia são contrários à autonomia.

Kosovo – What everyone needs to know (Kosovo – O que todo mundo precisa saber), livro de Tim Judah, correspondente da The Economist, é uma boa dica para tentar entender a complexidade da região. Em pouco mais de 150 páginas, Judah oferece um quadro histórico de Kosovo, as diferentes etnias, a guerra e a independência.

Seremos mais breves.

Para os sérvios, Kosovo abriga locais e símbolos da cultura do seu povo, como a Igreja Ortodoxa. Além disso, em 1389, os sérvios foram derrotados pelos otomanos na Batalha de Kosovo. O império turco dominou a região por cinco séculos. O fato toca fundo na alma do povo sérvio.

Já os albaneses dizem que Kosovo é sua casa desde a época da ocupação dos otomanos. Aliás, o império influenciou muito o modo de vida, principalmente com relação à adesão ao islamismo.

Afinal, quem é o dono do território? Por essas e outras, não à toa que Kosovo é chamada de “Jerusalém dos Balcãs”. Para nós, mochileiros-turistas-jornalistas, com uma visão de apenas cinco dias do lugar, mais difícil ainda chegar à uma conclusão.

O fato é que Kosovo é um país ainda dividido e sofrido. Pouco mais de 12 anos após a guerra, ainda há marcas fortes de intolerância e beligerância, como vimos em Mitrovica.

Hoje, mais de 92% da população de quase 2 milhões de habitantes é de origem albanesa e pouco mais de 5% tem origem sérvia. Por isso, os combatentes da KLA (Kosovo Libertation Army, em inglês, ou UÇK, em albanês) são vistos como heróis, com estátuas e homenagens espalhadas por todo o país.

A história é contada pelos vencedores. Bandeiras americanas também são vistas. Um sinal de agradecimento pela ajuda americana no processo de indepenência. Tem até Avenida Bill Clinton em Pristina!

Coisas de um país difícil de entender e de explicar.

A cidade dividida

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Ao sul, a Albânia. Ao norte, a Sérvia. No meio, o Rio Ibar. Na ponte, a divisória sobre as águas, as forças da ONU, da KFOR (Kosovo Force, em inglês – as tropas da OTAN presentes no país) e as viaturas da polícia local.

Mitrovica é uma cidade dividida. Para nós, mochileiros-turistas-jornalistas, cruzar a ponte não é um problema. Porém, a tensão está no ar. Ao final da tarde, o barulho de rajadas de metralhadora assusta. Não aos locais.

Claro, para ambos os lados, não é aconselhável passar para o território oposto. “Vocês podem ir lá. Para nós, não vale a pena”, diz Liridon, pouco mais de 20 anos, um dos filhos de Bajram Jaha, que lutou ao lado da KLA (Kosovo Libertation Army, em inglês, ou UÇK, em albanês, modo como eles chamam as forças de libertação do país – em vários momentos, rotuladas de terroristas, mas isso é assunto para outro post).

Bajram, um sujeito simpático, dono de um Café, nos hospedou, por uma noite, em sua casa, no lado sul. Jeton, seu outro filho, 23 anos, também trabalha no estabelecimento, a exemplo do irmão. O filho mais velho vive na Alemanha. A família nos passou um pouco da realidade de Mitrovica.

A cidade foi dividida depois da Guerra do Kosovo, em 1999. Até hoje, é um símbolo da cizânia do país. E os dois lados fazem questão de explicitar as diferenças. Jelen e Peja. A bandeira vermelha, branca e azul X a bandeira vermelha e preta. A igreja ortodoxa e a mesquita. As placas dos carros. Até os DDDs são diferentes! Mitrovica são duas. Bem distintas. Opostas.

O berço da Igreja Ortodoxa Sérvia

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Vindos de Rozaje, na fronteira com Montenegro, Pec foi o local de nossa entrada em Kosovo. Neste sábado (23), voltamos à cidade para conhecer o berço da Igreja Ortodoxa Sérvia.

O Patriarcado de Pec tem uma igreja, um monastério e um mausoléu que abriga as sepulturas dos mais importantes arcebispos da instituição. Fundado em meados do século XIII, pelo pai da Igreja Ortodoxa Sérvia, St. Sava, e por seu discípulo, o Arcebispo Arsenije, o local foi sede da instituição até o século XVII.

Em 1990, o Patriarcado foi adicionado como Monumento Cultural de Excepcional Importância pela Sérvia. Desde 2006, também está na Lista de Locais de Patrimônio Mundial em risco, da UNESCO.

Um dos lugares mais sagrados para os ortodoxos da Sérvia fica dentro de um país que eles até hoje não reconhecem. Por isso, a visita é curiosa. Da rodoviária, andamos pouco mais de 1 km para chegar à entrada. À primeira vista, o casal de soldados na porta intimida. Mas, depois de um rápido papo, fomos liberados para uma hora de visita.

A igreja com os antigos afrescos tem uma beleza simples, mas com as marcas fortes da História. O monastério é agradável, com belo jardim. Na saída, o simpático soldado sérvio até brinca com o fotógrafo sobre a escolha da marca da câmera. Um lugar peculiar.

A capital kosovar

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O cenário é de permanente caos: trânsito, buzinas, britadeiras, ruas estreitas, poucas calçadas (90% em construção), ruas de terra, vielas, becos, “gatos” por todos os lados. Pristina está em obras. A capital de Kosovo é um paradoxo em cada canto que miramos nossos olhos.

Duas mulheres no mesmo metro quadrado: bem vestida, uma estica a mão para chamar um táxi; a outra estende o braço para pedir dinheiro. Um prédio recém-construído abriga uma moderna academia no térreo… em rua sem asfalto!

À exceção do centro, com um bonito calçadão e inúmeros prédios do Governo (ministérios, secretarias, etc.), a cidade não é atraente. Mas, o povo nas ruas tenta ser simpático, solícito. Principalmente os mais jovens. Falam inglês, perguntam se os forasteiros precisam de ajuda, de onde são. Tentam olhar pra frente, apesar da realidade dura e cinza.

Segundo dados da CIA, a taxa de desemprego no país é de 45%. Cerca de 30% da população vive abaixo da linha de pobreza – ganhar menos de US$ 2 por dia. No Brasil, são mais de 10 milhões de pessoas, aproximadamente 5% da população. Aliás, o balcânicas recomenda o CIA World Factbook, com os mais diversos dados sobre quase todos os países do globo. Acesse o de Kosovo aqui.

Ao final de nossa passagem por aqui (visitaremos outras cidades, tanto no sul quanto no norte), vamos traçar quadro mais apurado sobre o país, principalmente sua história, do passado até a independência, em 2008. O que foi, o que é e o que será Kosovo? Tentaremos responder à questão depois de conhecer mais esse jovem país, um dos mais novos do mundo.

Capital da Republika Sprska

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Explicar a divisão das duas federações dentro do país é um pouco difícil, mas vamos tentar ser didáticos e breves. Depois da II Guerra Mundial até 1990, as seis repúblicas (Eslovênia, Croácia, Sérvia, Bósnia e Hezergovina, Macedônia e Montenegro) ficaram unidas sob a bandeira da Iugoslávia, com o comando de Josip Broz, o marechal Tito.

No fim de 1990, dez anos após a morte de Tito, o país começou a ruir. Eslovênia e Croácia se tornaram independentes quase sem derramamento de sangue (na segunda república, as coisas foram um pouco mais complicadas, mas não entremos em detalhes).

Em meio ao tenso cenário, um movimento dentro do Parlamento da Iugoslávia formou uma representação dos sérvios na Bósnia e Hezergovina, o que, depois de um tempo, levou à criação da Republika Srpska. (Dê um FF no DVD ou Blue Ray: guerra civil, desmonoramento total da Iugoslávia, fim do conflito e Acordo de Dayton, em 1995).

No acordo, ficou definido que a Bósnia e Hezergovina seria um país, mas com a Republika Srpska como segunda federação. Em tese, é uma outra nação, com constituição, parlamento e primeiro-ministro próprios.

Aliás, a constituição define a Republika Srpska como um território unificado, indivisível e com direitos de entidade independente, ou seja, com poderes legislativo, executivo e judiciário autônomos. Na prática, é um país à parte da Bósnia e Hezergovina. (Veja o mapa com as duas federações aqui).

A capital é Banja Luka. Três impérios passaram pela cidade. Os romanos ficaram encantados com a água da região, especialmente a do Rio Vrbas, que divide o município (e construíram um forte e um castelo na cidade). Otomanos e austro-húngaros também abarcaram Banja Luka em seus domínios e, inclusive, brigaram pelo território.

No século XX, Banja Luka viveu e sobreviveu aos ataques, tanto do Eixo quanto dos Aliados, durante a II Guerra Mundial, passou por um terremoto em 1969 e assistiu, de longe e sem maiores traumas, à guerra civil na Iugoslávia.

Hoje, é uma cidade que expressa a autonomia da Republika Srpska, com a personalidade e a força do Vrbas, pessoas abertas e amáveis. Como Tibor, o DJ que nos mostrou a cidade com entusiasmo e simpatia. E que nos fez entender um pouco mais dessa história…

P.S.: Note que a bandeira da Republika Srpska tem as mesmas cores do pavilhão da Iugoslávia, mas sem a estrela no meio. Interessante.

Gorazde

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Não fossem por circunstâncias salvadoras, Gorazde poderia ser lembrada hoje da mesma maneira que Srebrenica. Com pouco mais de 30 mil habitantes, a cidade fica às margens do Rio Drina, na parte oriental da Bósnia e Hezergovina.

Para os amantes dos quadrinhos, Gorazde é sinônimo de obra-prima. Em 2000, o jornalista e quadrinista maltês Joe Sacco lançou “Área de Segurança Gorazde – A Guerra na Bósnia Oriental – 1992-1995″, um enorme sucesso no universo das HQs.

O livro é, realmente, uma obra-prima. Por traços marcantes de seus desenhos, Sacco, uma das atrações da Flip deste ano, descreve os quatro meses que passou em Gorazde, em plena guerra civil, entre 1994 e 1995. Com sensibilidade, apresenta o olhar dos habitantes sobre a guerra, principalmente de Edin, que se tornaria um grande amigo. Os sonhos, o pessimismo, a esperança. Em resumo, leia!

Voltando à história de Gorazde durante a guerra… Em 1992, a cidade sofre um ataque surpresa das forças bósnio-sérvias, mas consegue resistir. No entanto, muitos muçulmanos que tentaram escapar foram mortos de forma terrível. No livro de Sacco, há relatos de massacres, à noite, nas pontes sobre o Drina. Os corpos eram jogados no rio!

Em 1994, Gorazde sofre um segundo ataque, com muito mais força, dessa vez sob o comando de Ratko Mladic. Novamente, os próprios habitantes defendem a cidade, à época já uma “área de segurança” da ONU, que nada faz.

Somente após os apelos do então presidente da Bósnia e Hezergovina, Alija Izetbegovic, e da maciça cobertura das grandes redes de TV internacionais, é que o mundo volta seus olhos para Gorazde. Uma ofensiva do exército norte-americano afasta as forças inimigas da cidade. Derrotado, Mladic foi para Srebrenica…

Gorazde ainda tem marcas da guerra, mas tenta olhar para o futuro, como todo o país. Conhecemos Dzenan, guia turístico (!), pouco mais de 25 anos. Seu sonho é conhecer o Brasil, que ele idolatra! Uma pequena cidade, com muitas histórias.

O túnel

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Um símbolo de resistência. Um trajeto de pouco mais de 800 m embaixo da terra ajudou toda uma cidade a sobreviver. Se não fosse pelo “Túnel da Esperança”, o cerco a Sarajevo, que durou quase quatro anos (5 de abril de 1992 a 29 de fevereiro de 1996), teria sido ainda mais terrível.

Sitiada pelas forças do exército de Slobodan Milosevic e Radovan Karadzic, a cidade teve de encontrar meios para sobreviver. A ONU, quando agiu, com o envio de alimentos para dentro da cidade, teve de aceitar um acordo com as forças bósnio-sérvias: 50 % de suprimentos para cada lado. Ou seja, a mesma parcela chegava tanto para mais de 300 mil habitantes quanto para o exército que sitiava a cidade, em número infinitamente menor. Belo acordo!

Ao menos, a ONU tinha o controle do Aeroporto Internacional de Sarajevo, única saída para território livre. O único meio possível para a entrada de alimentos, armas e munição. Em pouco mais de seis meses, sem equipamentos ou projeto de engenharia, já que não poderiam ser descobertos pelas forças inimigas, o túnel ficou pronto. A partir dia 30 de julho de 1994, Sarajevo tinha uma esperança.

Da garagem da casa da família Kotor, o túnel passava embaixo do aeroporto e trazia vida para Sarajevo (veja imagem aqui – o túnel está na parte direita superior, onde lê-se “Bosnian Free Territory”). Hoje, pouco mais de 20 metros de extensão ainda existe. Há um museu, administrado pela família, que conta a história desse símbolo de resistência. O local está a 12 km do centro de Sarajevo, mas vale a visita.

Srebrenica

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“Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos –
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.”

Poema de Natal – Vinicius de Moraes

Srebrenica, mais uma vez, lembra para ser lembrada, chora e faz chorar e, claro, enterra seus mortos. Em mais um 11 de julho, o pequeno vilarejo ao leste da Bósnia e Hezergovina parou para o 16º aniversário do maior genocídio em solo europeu depois do holocausto: 8 mil vítimas, entre homens e meninos.

“Don’t forget” e “Never Again”. A exemplo dos judeus, as famílias e os amigos das vítimas não querem mais o horror. Mas, há que se lembrar, sempre. As novas gerações têm de saber o que aconteceu em Srebrenica, em 1995.

Em 2011, 618 corpos foram enterrados na cerimônia no Memorial de Potocari. Todos os nomes foram anunciados nos alto-falantes, logo depois de discursos de autoridades presentes, homenagens e uma oração islâmica para lembrar das vítimas.

A prisão de Ratko Mladic, em maio deste ano, foi citada, claro. O general das forças bósnio-sérvias foi o comandante do massacre contra a população muçulmana de Srebrenica. Como um pequeno vilarejo, com gente simples, camponesa, pôde ter sofrido tamanha atrocidade?

As guerras são feitas por homens que se acham deuses, com seus planos mirabolantes e ideias loucas. Na prática, matam pessoas simples, que nada têm a ver com toda a loucura das mentes insanas. “Não importa quão necessária ou justificável seja uma guerra, ela será sempre um crime”, disse Hemingway.

Srebrenica enterrou seus mortos. Com choro, angústia, mas também esperança. Estampada nos sorrisos e beijos de meninos e meninas em suas mães. Nos abraços entre amigos, em reencontro em pleno Memorial, apinhado de gente.

Para muitas viúvas, o horror não terminou. Os corpos ainda não foram encontrados para serem enterrados. Um ritual que o homem cultiva desde a Pré-História. Escavações arqueológicas mostram que os homens do neolítico faziam rituais e cerimônias em homenagem aos mortos. Um rito de término, fechamento, necessário.

Até hoje, 5.137 corpos estão enterrados em Potocari. Ainda existem mais de 3.200 perdidos em algum local da região.

Não esqueceremos deste 11 de julho de 2011.

Jamais esqueceremos de Srebrenica.

O assassinato de Francisco Ferdinando

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Nunca pensei que, um dia, estaria na cidade onde aconteceu o fato para a eclosão do primeiro grande conflito do século XX. O estopim para a I Guerra Mundial. Não imaginava, lá atrás, durante as interessantes aulas de história (as guerras, em qualquer época da humanidade, sempre me despertaram curiosidade), que conheceria o local do assassinato do príncipe Francisco Ferdinando.

Pois estivemos na Latin Bridge, sobre o Rio Milijacka, onde o herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro e sua esposa Sofia, à época grávida, foram mortos a tiros por Gavrilo Princip, um nacionalista sérvio, membro da organização Mão Negra.

Em um dos lados da ponte, o mais próximo à Old Town, está o Museu Sarajevo 1878-1918, que traz a história do período do Império Austro-Húngaro. A exposição permanente, “Sarajevo 1878-1918″, fala de como os austro-húngaros conquistaram a região e conviveram em certa harmonia com os “derrotados”, os otomanos.

Depois do primeiro momento de conflito, que durou mais ou menos dois anos, o novo império soube respeitar as tradições dos otomanos (religião, costumes, etc.) e prosperou na região por 40 anos. Até o famigerado estopim, no dia 28 de junho de 1914…

A exposição conta o assassinato com detalhes. Tem até um filminho – com o famoso ator Christopher Plummer como Francisco Ferdinando – que reconstitui o trágico fato.

Depois de chegar à cidade, o casal foi recebido com festa pela população de Sarajevo. No meio do trajeto para a Prefeitura, um dos membros da Mão Negra atira uma bomba contra o carro (momento bizarro do filme: Francisco Ferdinando agarrando e atirando a bomba para fora do veículo. Impagável!). Mais bizarro foi que o príncipe e a princesa seguiram o protocolo, visitaram a Prefeitura e depois ainda saíram novamente em desfile pelas ruas! Assim, Gavrilo Princip conseguiu uma boa posição em meio à multidão e disparou mais de cinco tiros contra o casal.

O resto é História…